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As mulheres guerreiras dominarão de novo


Pode parecer absurdos, mas não é. Nós homens estamos tão alucinados, tão desligados. Que não estamos percebendo que estamos sendo aprisionados por essas poderosas mulheres.
Não se iludam com rostinhos meigos, charminho e dengo. Isso é estratégia, aqueles golpes baixo, sabe?
Depois de ler esse tenebroso e espantoso texto, vai cair a ficha e dará até arrepios na espinha. Ui!
“Todos os arqueólogos e historiadores são unânimes em apontar a origem da tribo das mulheres guerreiras: a grande Cordilheira do Cáucaso, próxima ao Mar Negro, região hoje ocupada por Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Há 5500 anos, aquela área ainda era um celeiro (melhor seria dizer vespeiro) de povos bárbaros tão primitivos que nem tinham língua escrita, vivendo principalmente da caça, em culturas matriarcais, como as amazonas e os gargareans, sauromatians, albanianos e cimérios (sim, o povo de Conan).

Havia tribos com soldados homens e mulheres. Os antigos gregos chamavam o sistema deles de "Ginocracia" (sociedade regida por mulheres). Inventaram o machado de guerra, arma de dois gumes iguais, usado por homens e mulheres, representando a igualdade. O historiador grego Heródoto (485 - 420 a.C.) já descrevia aquela região como "inóspita, intimidadora, sempre á sombra das montanhas e com o céu coberto de neblina; um lugar onde só os extremamente fortes sobrevivem; uma terra de trevas e noite eterna."

Não admira que todos os outros povos fugissem de lá. Mesmo os terríveis citas, que povoaram a Europa com a cultura celta, ficaram chocados com a violência daquele povo, inclusive das mulheres, chamando-as de oiorpata ("chacinadoras de homens"). Enquanto os gregos fizeram menos cultos ao Deus da Guerra, os arianos do Cáucaso pareciam cultuar Ares como um deus central, tornando-se Mestres da Guerra praticamente invencíveis, com a fama de serem guerreiros perfeitos. Eram descritos como indivíduos "de pele branca como a neve, olhos grandes bem abertos, de mulheres e homens altos, medindo entre 1,80 m e 2,20 metros, extremamente musculosos, arrogantes, corajosos e muito, muito fortes mesmo".Mulheres guerreiras eram uma cultura estrangeira á solta na Grécia. Até pelas diferenças físicas: os gregos da época eram baixinhos de em média 1,65 e as caucasianas guerreiras eram arianas bem altas. Há inúmeras representações de guerras entre amazonas e atenienses, espartanos e micênicos. Os gregos sempre representavam as amazonas como o avesso de tudo o que as mulheres gregas deviam ser: submissas, silenciosas, limitadas ás tarefas do lar. As Amazonas eram apontadas como o mau exemplo completo, a ameaça á ordem, o perigo de uma guerra civil entre os sexos, em que os homens temiam perder tudo.
Analisando friamente, todos os assuntos concernentes às Amazonas seguiam um raciocínio bem lógico e de conseqüências previsíveis. Assim, sua economia precisava ser auto-suficiente, baseada na caça. Como precisavam fixar-se em poucos lugares, sabiam manter um desenvolvimento sustentável, dando uma lição de preservação ambiental.

Aquelas mulheres eram violentíssimas - disse Heródoto - para vencer os homens no campo de batalha e serem aceitas como uma potência respeitada e temida, precisavam ser as melhores militares possíveis, versadas em todas as artes da guerra desde a infância; e também tinham que usar a arma do medo. Daí cultivavam a fama de serem guerreiras realmente impiedosas, que jamais faziam prisioneiros. No máximo, deixavam apenas uns poucos sobreviventes fugirem para contar a história e espalhar o terror.


Eram combatentes terríveis, fazendo sempre ataques devastadores para assegurar a reputação de invencíveis. Como eram mais leves que os homens, avançavam mais velozes a cavalo, e na maioria das batalhas venciam sem tocar os pés no chão. Foram elas que inventaram o machado de guerra, arma de dois gumes que era o símbolo do poder matriarcal em Creta. Seu grande trunfo era o uso do arco e flecha, e equilibravam-se a galope atirando.


Também encontraram uma saída original para as limitações do físico feminino. Para manter a mira certeira mesmo em movimento, com as alças das bainhas de armas cruzando o peito, elas cortariam metade do busto, ficando sem (a) um seio (mazo). Mas a cirurgia de extração do seio (mastectomia) talvez fosse feita por só uma tribo; elas sempre foram representadas com dois seios.
Elas enlouqueciam os homens gregos, inspirando-lhes sentimentos contraditórios de raiva, admiração, medo, inveja e desejo. Rivais insuperáveis, adversárias imbatíveis e fêmeas inconquistáveis, só lhes restava imaginar fantasias. E esse desejo frustrado de conquista era desabafado na mitologia. Com um ou outro grande herói grego vencendo e desposando uma Amazona, mesmo temporariamente, a fantasia coletiva dos gregos era irreprimível. Mesmo Aquiles se apaixonou perdidamente pela rainha Pentesiléia, "de beleza tão divina mesmo após a morte" que ele até matou um companheiro grego que tentou maltratar o corpo dela. Os atenienses nos cemitérios militares faziam grandes homenagens póstumas nos túmulos das suas adoradas inimigas.
"Matadoras de Homens" (Heródoto), naturalmente, o pensamento bélico delas era criado por sua própria situação única e extraordinária de minoria isolada de sexo frágil sob risco de extermínio. Para minimizar os riscos, preferiam se esconder habitando áreas afastadas, mas também impor respeito e temor. Como odiavam o mundo do patriarcado, elas não podiam confiar em ninguém, e nem poderiam se dar ao luxo de escravizar outro povo, como os espartanos. Assim, a doutrina militar das Amazonas era baseada no princípio da concentração máxima de força para assombrar qualquer exército e esmagá-los numa onda avassaladora.

"A forma física delas era bem desenvolvida" diz a arqueóloga Jeannine Davis-Kimball. "Nós vemos isso nas tumbas. Nós encontramos mulheres extremamente fortes, realmente poderosas. Todos os indícios apontam que elas desenvolviam muito a musculatura exercendo a caça. O ambiente rústico (rus, em grego) exigia muito esforço para sobreviver nessas condições. E elas eram grandes.


A maioria dos esqueletos adultos têm cerca de 1,90 metro de altura, o que as tornava 25 centímetros mais altas que a média dos homens gregos do Peloponeso na época. Muitas tinham mais de 2 metros. A superioridade física delas nas batalhas devia ser descomunal. Uma explicação para essa diferença física é que elas sempre escolhiam ter filhos com os guerreiros mais altos, grandes e fortes. Assim, as Amazonas também foram a primeira cultura a praticar deliberadamente a eugenia (em grego, seleção genética)".


"Imagine o espanto dos soldados gregos ao deparar com um inimigo assim. Para eles, seria como encontrar um ser mitológico na vida real. Se alguém sobrevivesse para contar a estória, ninguém acreditaria. Só vendo os corpos das guerreiras, quando encontravam, pois elas sempre levavam as soldadas mortas consigo. De qualquer jeito, nenhum homem ia admitir que perdeu uma luta para uma mulher.


Natural que acabassem se confundindo com a própria mitologia naquela época esquecida. Para elas, isso era outra vantagem: quanto menos gente acreditasse na existência delas, mais seriam deixadas em paz. Se acreditavam, sabiam que era melhor nunca atacá-las. Uma mulher disposta a sacrificar um seio para aperfeiçoar sua destreza de matar deveria ser de um sangue-frio extremo. Mulheres extraordinárias assim são capazes de qualquer coisa.


"Não surpreende que as Amazonas sempre matavam todos os seus inimigos. Devia ser uma cena assustadora. Um ataque delas era sempre um espetáculo devastador de aniquilação. Cada batalha era uma matança das mais chocantes. Muitos diziam que elas apareciam do nada. Soltavam gritos assustadores, como se estivessem possuídas por demônios, e faziam caretas pavorosas com o olhar ensandecido de sede de sangue, sendo vistas como verdadeiras emissárias da morte."


"Elas asseguravam a vantagem massacrando impiedosamente todos os homens no campo de batalha. Eram de uma determinação inabalável, dispostas a tudo para vencer e conservar sua supremacia. Só assim poderiam impor respeito aos homens e garantir sua segurança: aceitando a preparação para a guerra permanente. O grande paradoxo sobre as Amazonas é que, ao se livrarem dos homens, foram as mulheres que inventaram a sociedade mais militarista de todos os tempos. Só podemos imaginar o impacto que isso teve sobre a construção da psique feminina. Deviam ser as mulheres mais estranhas da História."

fonte:

A Descoberta Arqueológica do Século: Encontrada a última Amazona viva.
IN Domínios Fantásticos.

Real Amazons: Legends in History - Fearless Women Warriors in Life and Lore.
IN AZER.com

Amazon Research Center.
Matriarchal History and Archaeology *** The Amazons
IN Myrine

Amazons. IN PALEOTHEA.com

Famous Amazons I
Famous Amazons II - Origins
IN WARRIORS-WIZARDS.com

Pronouce - ANSWERS

Great Goddess
IN Witcombe Minoanwomen

Secrets of Death
IN PBS.org

Amazons Identity Questions
IN Ancient History

Amazons's Warrior
IN Essortment.com

Amazonia - Amazon - Extensive information on the Amazons.
IN Speakeasy.org

The Amazons - More information about the Amazons.
IN NET4YOU

Archaeology - Warrior Women of the Eurasian Steppes por dr. Jeannine Davis-Kimball
IN ARCHEOLOGY.org

Where are the Amazons? Evidence Unearthed por Kathy Sawyer
IN Salt Lake City Tribune/Washington Post

Extensive information on recent archaeological finds of the Amazons.
IN Center for the Study of Eurasian Nomads

Ice Mummies: Siberian Ice Maiden
IN PBS.org/NOVA

The Age of the Fable
IN Showgate.com

The best source on the internet for Ancient Greece
IN Perseus Project

Extensive list of full text works of ancient writers
IN The Internet Classics Archive

Women Warriors
IN Sunstone

Comentários

  1. Adorei o seu artigo. Há muito que leio sobre o assunto, e realmente a sua noticia está muito completa, muito esclarecedora.
    Parabéns

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  2. Dieguito muito boa matéria e com um vasto campo de pesquisa disponível.
    A paz

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  3. Gostei muito dessa matéria porque não conhecia quase nada sobre esse assunto.
    Naquele tempo era uma maneira de defender-se dos maus tratos comuns da época.
    Hoje na sociedade moderna que vivemos, devemos tentar todos os esforços para que os direitos sejam iguais. Afinal, homem e mulher, somos todos da mesma espécie: a humana.
    Ótimo texto. Parabéns, Dieguito.
    Um abração.

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  4. Será q a emancipação das mulheres e o movimento feminista foi inspirado nessas guerreiras???
    Parabéns...gostei demais do seu texto.
    Fernanda

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  5. Olá parceiro,
    Poderia me enviar por email o seu msn?

    Envie para 'linkanisso@gmail.com'

    Abraço.

    ResponderExcluir
  6. nós somos fodas desde sempre e pela nossa habilidade de ser sensivel agora e daqui a pouco nosso pensamento torna nossas atitudes perigosas é que vcs pagam mo pau né!!!
    ;)

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  7. a minha e uma delas grande guerreira e não brinca em serviço...mas saio ganhando em todo momento difícil la esta ela par ajudar me...valeu...fuiiiiii

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  8. Pooouts!!! 1000 para você! Pelo texto genial e pelo layout.
    #beijojávou

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  9. Achei a sua matéria muito bem fundamentada, eu estava realmente pesquisando sobre as amazonas e me deparei com o seu artigo na internet. Sei que foi muito bem publicado e que deve ter levado bastante tempo para fazê-lo, portanto acho que é mais do que justo comentar com você sobre um site que também tem essa matéria publicada, eu encontrei nesse site http://www.dihitt.com.br/noticia/as-mulheres-guerreiras-dominarao-de-novo-1/quem_votou
    o "autor" nem se deu ao trabalho de mudar a matéria. Bem, o seu artigo ficou realmente muito bom e se fosse que me desse ao trabalho de fazer uma matéria e ser copiada sem os devidos créditos ficaria revoltada, tentei contatar com o "autor" do site mencionado só que precisa fazer login no site, como eu não estou logada não consegui comentar na matéria do plagiador. Bem, é isso, desculpe o incômodo e repito, sua matéria ficou excelente.

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