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Fique em silêncio e deixe o amor entrar




Enquanto o reino se encontra em reforma, e por ordem da Webdesigner (Vanda) não posso postar por lá até ter a estréia.



Hoje pela manhã levei as meninas para o parque São Lourenço pra gente correr atrás dos gansos (no final das contas eles é quem correm atrás da gente).

Enquanto eu estava plantando bananeira e a Lê morrendo de rir. Escuto ao longe: “- Diego! Diego! Olho e vejo uma senhora com os cabelos bem grisalhos se aproximando. – Diego, não está me conhecendo? Estou tão velha assim? E eu continuava olhando bem para aquela senhora simpática, começando a achar que ela me confundiu com outro Diego. “- Sou eu, a sua ex-professora de fisiologia do solo. Não acredito que não se lembra mais de mim?

Eu: Meu Deus! Elisabeth(suprindo o nome verdadeiro dela), minhas sinceras desculpas, você está bem diferente mesmo.
Elisabeth: E pra você o tempo não passou. São suas filhas? E onde está a esposa?
Eu: Sim, minhas duas preciosidades. Mas não sou casado.
Elisabeth: Eu já imaginava. Você não veio a esse mundo para ser apenas para uma mulher só. Seria egoísmo do destino. Sabia que já tenho uma neta que é uma linda moça. Vou te mostrar.

Sentamos e começamos a falar do passado. Estava eu nos meus 17 loucos anos de puro conhecimentos e fazendo faculdade, quando soube por intermédio de um novo professor de “fisiologia do solo” que a professora Elisabeth estava afastada por motivo de doença. Eu fiquei preocupado porque, eu já não estava indo bem na matéria, e o novo professor só acabou piorando a situação. Tratei de pedir a uma outra professora o endereço da Prof Elisabeth, ela confiou e me passou. E fui bater na casa dela a noite com caderno na mão. Ela abriu a porta e eu vi uma mulher com o rosto pálido, abatida, parecia que era o seu ultimo dia de vida. Pedi desculpas pela inconveniência em chegar sem avisar antes. Ela me mandou entrar, e pedi a ela que me ajudasse porque estava levando bomba na matéria. Até sugeri troca de favores. O motivo da doença dela se chamava “separação”, ela estava com depressão. Queria até se matar.
Eu: Professora, me ajuda na matéria, que eu limpo seu jardim, deixo ele bem aparado e limpinho.
Ela começou a rir, e falou que não precisava. E mesmo assim, aos sábados pela manhã, eu chegava lá acordando ela, invadia a cozinha e colocava leite pra esquentar e preparava Nescau pra mim e capuccino pra ela.
Assim, estava eu lá batendo ponto e aprendendo com ela sobre fisiologia do solo. Até que comecei a exigir que depois das aulas, fossemos dar uma volta pela cidade. E saiamos para comer pizzas, passeávamos ouvindo musicas. Dançava só pra ela. Fazendo-a rir até chorar. Até que nessas, acabamos namorando. Coisa que ninguém no trabalho dela e meus amigos jamais souberam. E como ela muito mais velha que eu, e também pelos tabus que existem até hoje. E ainda para não haver problema de descobrirem, a Elisabeth ainda armou que eu namorasse a filha dela, então para todos eu namorava a filha da professora. Lógico que eu e a filha dela não fazíamos jus ao namoro, era apenas fachada. Só que, o tempo passou, acabei aprendendo a matéria que hoje em dia sou “fera” graças a ela. A Elisabeth melhorou, voltou a ser uma mulher linda e envolvente, que conseguiu arrumar um namorado  e se casou com ele. E namorei de verdade a filha dela depois. Ahahaha. Daí, terminei com a filha dela porque eu queria viajar, e viajar, conhecer pessoas, viver, curtir.
Voltando a conversa de hoje.

Elisabeth: a minha filha me deu uma neta linda, olhe a foto dela.
Eu: Nossa, que moça LINDA.
Elisabeth: só não posso permitir que a trilogia do amor continue entre a gente e oferecer a minha neta pra você entrar na família. Porque mesmo que a minha filha jure que ela não é sua filha, mas eu tenho minhas suspeitas. Toda vez que minha netinha sorri, me faz lembrar do seu. E o mais interessante de tudo, é que ela está fazendo faculdade de “agronomia”.
Eu: ahahahaha, não tem como. Terminamos e depois ela começou a namorar aquele cara que esqueci o nome dele.
Elisabeth: Sim Diego, mas ela ficou grávida logo em seguida. E achei estranho certas coisas. Mesmo assim, veja bem a foto dessa moça e não se envolva pelo amor de Deus. Rssss. Porque vocês podem ser pai e filha.
Eu: ai ai, essa foi boa. Sua neta linda, uma morena dos olhos azuis que é de deixar qualquer moço babando. Mas não vejo semelhança.
Elisabeth: não?! Olhe o rostinho da sua filha caçula, e olhe o dela.
Eu: Ah professora, não se preocupe, não vou mexer com a sua neta, até porque aquele Diego sossegou. Estou querendo é ter uma família completa. E ser apenas de UMA mulher só. E também que prometi a minha namorada que não vou trair e nem brincar com os nossos sentimentos.
Ela ficou um tempinho escrevendo em um bloquinho, enquanto eu estava correndo atrás da Lê que estava chorando porque o ganso a assustou. ahahahah

“Diego, sua missão nessa vida, é espalhar o amor. Mostrar as mulheres o que é amar e se sentirem amadas. Como tantas que você já deve ter salvo nessa sua vida. Como um exemplo bem próximo que que se encontra aqui em sua frente. Não esquecerei jamais que já estive no do fundo poço, e Deus me enviou um anjo em forma de um rapaz lindo com um coração transbordando amor para me salvar. Você me fez sentir amor por mim mesma,e  assim pude amar outra pessoa e ser correspondida. Você me fez nascer de novo quando eu pensava em tirar a minha própria vida. E se hoje sou feliz com meu marido, filhos e netos. Devo isso a Deus e ao anjo que ele enviou para me ajudar. Bendito és tu entre as mulheres. Vá em frente, espalhe esse amor.” Elisabeth.

As pessoas hoje em dia acham que sabem amar. Outras pensam que amar demais é burrice ou é ser passional. Não importa a forma de amar. Se Fulano ama Ciclana mesmo ela sendo mais velha, ou mais nova. Se Ciclana ama Beltrano mesmo ele sendo barrigudinho e careca. As pessoas apontam os que se apaixonam inúmeras vezes como um “erro”. Errar é não amar de forma nenhuma.
A hipocrisia anda tomando conta dos corações. Tornando pessoas amargas, rancorosas e calculistas.
Não me importa quantas vezes vou me apaixonar, namorar e amar. Minha vida é curta para eu perder tempo me importando com o que pessoas pensam. Tenho pena dessas criaturas vazias. Vazias de alma e coração.
E amo, amo muito e tenho dito.


Comentários

  1. Eu adoro essa música do Roupa nova demais. Seu blog também bem diversificado. Um cantinho bem gostoso com artigos variados, bacanas... Já estou te seguindo. Parabéns! Will

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  2. Ah Diego, eu me lembro que tive uma matéria na faculdade de arquitetura que se chamava "Estudo do solo", será que é a mesma coisa? Deve ser...rsrsrs Eu também tive dificuldade nessa matéria... tinha as amostras de solo, o tamanho dos grãos, cálculos de espaço vazio...kkkkk ainda bem que esqueci um monte disso que nunca precisei usar. Na faculdade também tive um professor que namorou e se casou com uma aluna. Encontrei com eles anos depois no supermercado, ainda juntos. Já pensou se tivessem preconceito só porque eram professor e aluna? Ou porque a diferença de idade era enorme? É isso aí, não se deve ter bloqueio ou deixar de viver.

    PS. Já tomei corrida de ganso...kkkkk

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  3. Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela.
    Albert Einstein

    Abraços forte

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  4. Que lindo, belas palavras a dela e as suas!

    E que coincidência de se encontrarem por lá... =D

    Beijos,
    D. Leal

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  5. realmente você transmite isso
    e esse amor há de voltar pra você em dobro...

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  6. Bacana a postagem meu amigo. Os acasos da vida geram fatos curiosos. E veja o impacto na vida de uma pessoa podemos fazer.
    Concordo em gênero, número e grau que "errar é não amar de forma nenhuma". Temos que amar, pois a vida é curta mesmo.
    Bacana o passeio que fizeste com as filhas. Passear no parque é tudo de bom. Sempre brinco com minha afilhadinha nos parques daqui.
    Forte abraço, Fernandez.

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  7. Olá querido amigo!
    Bom, acho que estou me recuperando da febre, estou um pouco mais lúcida...rs...ou perdi totalmente a lucidez, não sei...rs...Enfim, aqui estou, again!
    Bom, como escrevi outro dia: "em qual das esquinas da vida encontraremos Diego?"... sua professora (e pelo jeito grande mentora) o encontrou no parque...lugar de diversão para alguns e de contemplações para outros! Você sabe, estou sempre dizendo e vou repetir: nada em nossa vida acontece por acaso e ninguém entra e passa por ela casualmente... Acho que relembrar esse passado, a trilogia, as aulas, os resgates (você da matéria e ela da vida) te fizeram muito bem. Gostei de ler o que escreveu:
    "Não me importa quantas vezes vou me APAIXONAR, NAMORAR e AMAR. MINHA VIDA É CURTA para eu perder tempo me importando com o que pessoas pensam..."
    Torço muito para que estas palavras escritas sejam o prenúncio de dias felizes em sua vida!
    Grande beijo,
    Jackie

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