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Era mais um dia tranqüilo no Olimpo

Essa readaptaçao muito show. 



[Olimpo, muitos e muitos anos antes de cristo]


Era mais um dia tranqüilo no Olimpo, morada dos Deuses Gregos, quando se ouve a voz de flauta doce de Afrodite cortar os céus:
- Maldição! Como pode?! Abusada!! Descarada!
Nesse momento chega voando seu filho Eros (entre os mais íntimos: Cupido):
- E aê mãe?! Que escândalo é esse?! Que é que tá pegando?
- Ah, meu filho que bom que você chegou. Minino, você não sabe da última! Sabe os humanos aqueles ingratos? Então! Deixaram de me cultuar diariamente como mandam os Oráculos! Agora passam os dias adorando uma reles mortal que atende pelo nome de Psiquê. Vê se eu posso com essas coisas?!
- Ih manhê! Relax! Você é uma Deusa com tudo em cima ainda. Nem parece que tem mais de oito séculos de vida. Tem carinha de dois só.
- Ah, lindinho da mamãe! Você fala isso só para me agradar. Mas, lembrei de uma coisa. Sua flechas tem o poder de fazer com que os tolos mortais se apaixonem uns pelos outros. Então, para fazer a sua mãezinha ainda mais feliz você vai voar até a Terra durante a noite e irá fazer com que essa “inha” se apaixone pela criatura mais desprezível do mundo.
-”Xá” comigo mãe.
E lá foi Eros carregando suas flechas encantadas cumprir os caprichos de sua mãe. Quando finalmente chegou ao palácio da princesa Psiquê (sim ela era filha de reis na Grécia), a encontrou dormindo, porém quando preparou-se para acertar-lhe uma flecha deslumbrou-se! Jamais tinha presenciado maior beleza entre deusas ou mortais. Num momento de distração acaba se arranhando com uma de suas próprias flechas e é contaminado pelo vírus do Amor.
- “Arriégua – pensou – E agora que eu faço?!
Mas, além de ser um verdadeiro deus grego – no sentido da beleza – Eros também era muito esperto, e chamou Zéfiro, deus dos ventos.
- E aê Zef me´irmão?! Tudo firmeza?!
- Tudo em cima! Que é que tu manda “fio”?
- Seguinte “véi” tô numa enrascada das grandes. Me apaixonei por uma garota mas minha mãe não pode descobrir senão me deserda, “sabecumê” matar ela não pode já que somos irmortais…. mas então: preciso tirar ela do mundo dos homens e levá-la para o castelo que ergui com o poder do meu amor. Você podia “quebrar” essa para mim “mano”?
-Opa “mano”! Amigos são “pra” isso.
Então Zéfiro com uma leve brisa carregou docemente o corpo de Psiquê para um perfumado campo de flores no mundo dos deuses. Quando despertou a jovem viu a sua frente um magnifico castelo e ouviu uma voz encantadora lhe convidando para entrar. Ela encontrou tudo para seu gosto delicado: as mais saborosas comidas, um banho maravilhoso, um quarto de dormir muito perfumado e uma voz ao longe lhe advertiu.
- Princesa Psiquê. Foste trazida aqui pela força do amor do seu futuro esposo que logo virá visitar-lhe. Mas tenho de fazer-te um alerta: Jamais poderá ver a face do teu amado.
Psiquê, claro, tremeu como vara verde, mas à noite em seu quarto, Eros chegou encoberto pelas sombras e tomou a jovem com tamanha doçura nos braços que ela esqueceu todo o medo e entregou-se aos carinhos e palavras ardentes de seus esposo, mesmo sem saber-lhe o nome ou o rosto.
Os dias iam passando e Psiquê era muito feliz, mas remoía saudades das irmãs que deixara no mundo dos homens. Eros, que tinha um coração bom, vendo sua tristeza permitiu que elas a visitassem um dia, mas a advertiu: vendo às irmãs reataria os laços terrenos que constituíam a base de todo sofrimento. E fê-la prometer novamente que jamais tentaria ver seu rosto em hipótese nenhuma. E foi com grande alegria que Psiquê recebeu as irmãs que, curiosas sobre a nova vida da irmã, enchiam-na de perguntas:
- Ai Psi! Seu castelo é um luxo!! Mas me fala, cadê o seu maridão?!
- Errr, aceita mais um chá de flores?
- Ai, para de bobagem, conta para a gente como ele é?! Deve ser um gato!´Nota-se pelo bom gosto que decorou o castelo e….
- Vou ali na cozinha preparar mais um pouco de cozido de bisão, alguém aceita?
Sentindo que a irmã dava apenas respostas evasivas sobre o marido a inveja brotou no maldoso coração das irmãs.
- Psiquê! Para de enrolar a gente. Aposto que seu marido é um feioso. Um monstrengo, e deve até te maltratar!
- Não falem assim dele!
Nisso Psiquê contou tudo. Que jamais vira o rosto do esposo, que ele a tinha proibido, etc. etc. Vendo que tinham plantado a desconfiança no coração da inocente Psiquê aconselharam que ela, durante a noite, tentasse ver o rosto do esposo com uma lâmpada e levasse uma faca afiada. Se ele fosse realmente um monstro deveria matá-lo. Então a noite fez exatamente o que as irmãs mandaram, porém quando levantou a lâmpada para ver melhor o rosto do esposo, que já dormia, deparou-se com o mais belo jovem que jamais tinha presenciado. Nisso distraiu-se e uma gota de óleo quente caiu no peito de Eros despertando-o. Percebendo o que tinha acontecido e muito magoado, fugiu de volta ao Olímpo, nisso o castelo que tinha construído desapareceu e Psiquê de repente viu-se só no escuro, num campo vazio no mundo dos homens. Vagou muitos dias e muitas noites com frio e fome em busca do amor perdido. Afrodite sabendo do acontecido teve outro “siricutico”:
- Ah, isso que dá você desobedecer sua mãe! Aí ó. Agora tá com esse machucado enorme no peito e ainda foi traído por aquela sirigaita! Achei que tinha mandado você dar um jeito nela! Mas não! Filho é tudo igual! A gente faz de tudo para criar, dá uma boa educação, carinho, estudo para quê? Para aprontar isso! Mas aquela lambisgóia me paga!
Afrodite então, traz Psiquê a sua presença e impõe a ela quatro tarefas (vejam bem quatro não doze) para que possa ver seu amado de novo. As tarefas iam desde separar grãos miúdos de diversas espécies até ir até o próprio inferno buscar uma encomenda com Perséfone, esposa de Hades. E Psiquê em nome do amor cumpriu todas as tarefas mas no fim da última resolveu abrir a caixa onde supostamente estava a chave da beleza eterna, pois tinha medo de ter se tornado feia depois de tantas provas. Dentro da caixa não tinha nada, mas um grande sono a acometeu.
Eros que despertara na mansão celestial da mãe, depois de curar-se do ferimento resolveu voar até sua amada, e depois de muitos dias encontrou-a dormindo ao relento. Depois de acordá-la com a ponta de uma de suas flechas e guardar de volta o sono que pesadamente segurava seus olhos, de forma muito meiga resolveu chamar-lhe a atenção para sua curiosidade
- E “aê pincesa” do meu coração, sua curiosidade só te trouxe sofrimento até agora. Mas agora vamos esquecer disso e falar de amor?
Então depois de fazer com que Psiquê entregasse a caixa à Afrodite sem contar-lhe do acontecido, Eros levou Psiquê ao Olímpo e pediu a Zeus que os unissem em casamento. Para isso era necessário que ela se tornasse imortal Zeus então presenteou Psiquê com um cálice de Ambrosia e os uniu em matrimônio.
E foi assim que Eros (o Amor) e Psiquê (a Alma) foram felizes para sempre. Ah, e da união dos dois nasceu uma linda deusa chamada Volúpia.

- Vamos Psiquê! Para o alto e avante……Er…..quer dizer. Vamo alí no Olímpo “Pincesa” vou ter dar meu amor imortal
- Ai, ai Eros! Você é tão romântico! Um verdadeiro Deus Grego.
 
Fonte: Renata Costa

Comentários

  1. Muito bom o texto, Diego!
    Fartei-me de rir com a nova versão de Eros e Psique!

    Abraços
    Luísa

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  2. Realmente ficou muito bacana, gostei dessa versão.
    Bj

    ResponderExcluir
  3. nada melhor que uma boa história de amor,com algumas pitadinhas de , vaidade,curiosidade,desconfiança,paixão e lógico humor..

    ResponderExcluir
  4. Principe Encantado19 de outubro de 2009 09:27

    Gostei.
    Abraços forte

    ResponderExcluir

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